Oculi Tacitis

Sem  (Cem) palavras 

Regadas por olhares molhados em águas de chá
o por que se poe parece ofuscar
a tenda que tende a atenuar
as curvas falantes de um mero olhar.
As risadas rimadas que fazem evaporar
terminam em choro, pintando o ar.
Sentadas sentindo sem cooperar
as rimas molhadas regam o calar
que rir de si mesmo pra não rimar
os olhares calados com navegantes no mar.
Que tristes desenham por felizes estar
e sabem agora que  é hora de não mais falar
das dores, senhores de um revelar.
O silencio ausente que não vai ecoar
das palavras em frases a se completar
que nem razão ou sentido há.






O Jesus Errado




Violada como as harpas medievais.
Dedilhada por dedos canibais.
Em uma tabela iluminada suas feridas foram expostas.
Seus pecados etiquetados por amostras.
Usada de mártir, deveria morrer.
Mas... a musica ressoada 
da harpa dedilhada
do pecado despedaçado 
da ferida iluminada 
Assustou a inocência que ao som do medo
Se sentiu usurpada. 
  

Cadavera


À Ela

Ora essa, de que adiante morrer por ti.
Respirar o resto do teu ar.
Sufocando minha sede na tua boca seca.
Minhas feridas abertas me fazem sorrir,
das cores, amores e dores que passaram por aqui.
O traço que passo não é o fim.
Ainda ha muito o que rasgar.
Minhas borboletas empalhadas não querem voar, morreram.
Meus discos arranham a carne ao me lembrar.
Que voei um dia, pensando em voltar.
O amor agora amigo duvida de si mesmo.
O espelho reflete os pensamentos duplicados.
Dividindo um sim de uma não, que agora um talvez parece-me ilusão.
Me faço de cega pra não perceber, os toques gelados
de um gole salgado a me comprometer.
No trago disfarço e espero morrer.







Duo viginti


Rodopio

Girei numa caixinha de metal barulhenta.
Corri um mundo, segui a lua.
Lá tinha quase tudo que eu queria.
Um céu, um rio, saudade e agonia.
Mil luzes acesas para nada clarear.
Dentro da caixinha morava uma borboleta.
Sem perna, sem braço, antena ou cabeça.
Varias caixinhas seguiam a minha; 
soltando luz.
E eu voltando pra longe, 
indo aonde à caixinha me conduz. 









Rubrum os suum


Cancão pra minha garota

 Teu cheiro me guia, 
Seu brilho ofusca meus olhos apaixonados.
Não me ligue, não se importe.
Acabando, você ficará.
Me dance, embalando me no teu olhar.
Me beije, com seus tons de rosa.
O som que danço, só você me faz escutar.
Minhas ondas se aquecem no teu por, minha garota.
Ha mais mistérios nos teus dedos do que em todo o alcorão.
Suas mãos, apressadas as vezes fugitivas mas sempre as suas.
Tocam e decifra o que se pode tocar.
Beija com a pele o que os lábios não podem beijar.
Garota te canto, pois já não luto contra teus encantos.
Não ouça esta musica sozinha, pois garota, agora você é minha.





Vicis parumper me


Tudo ao seu tempo

Esta na hora de matar os amores.
Vender se aos senhores, desta nação.
Presenciar o entardecer macabro.
Sentir o cheiro da morte de deus.
Queimar o já lido e revisado.
Secar do chão o leite derramado.
Fazer fogueira da cruz.
Cambalear nas palavras, Jurar redenção.
Molhar o sorriso, fazer confusão .
Ta na hora de acordar bem mais cedo.
Orar pelo desapego.
Começar a c.








Daemonium ex ineptiis.




Inicio aqui a temporada de caça ao diabo.
Que oprime teus conceitos, os esmagando ate sumirem.
Que cultiva tua inteligencia em uma redoma intransponível.
Matemos o mal que há nas frases erradas!
Expulsemos toda tolice de uma vida rotineira!
Clamemos por pensadores de direita ou esquerda, porem pensantes.
Suplicamos!
Queimem os pastos, matem os bovinos de fome.
Encaixotem os dogmas e máximas, que não nos permite ver além.
Vomitem as religiões das tuas línguas.
Crucifiquem debates piegas com frases semi-prontas.
Matem o diabo. Que tem nome, endereço e cara.
Chacinem a massa do "sim senhor".
Violem a liberdade de pensar e reproduzir asneiras.
Esfaqueiem os paradigmas e seus reacionários.
Louvem a perspicácia dos que se foram e nos deixaram inquietos. Questionando.
Aprimorem os ditos e feitos.
Celebremos aos santos.
Mas sejamos os deuses.




Ego sum


De mim.

Negra e escura.
Trajada de penumbra.
Arranhando paredes ao entardecer.
Pintando o noturno de forma enganosa.
Se veste de obscuro, ondulando vagarosa.
Macia, vicia num cio de ver.
Sem olho, nem boca. Numa mudes de enlouquecer.
Largada, jogada aonde os olhos não vêem nada.
Como uma cobra morta silhuetando a sua onda.
Fria e sem forma feito uma sombra







Vivere in linea


O Destino em rimas.

Nestas linhas encontro comigo em aflição.
Revelado pelo desespero, sonho e ambição.
Tudo que virá eu sei e o que passou posso deduzir.
Não há uma só vida desandada que não tenha passado por mim.
Um tanto obscuro podem me calcular.
Analisando o passado sabe se ate onde posso chegar.
Teu desejo em me conhecer ofusca tua visão.
Me encontra todos os dia, mas não prestas atenção.
Sou o hoje do amanhã refletindo o que passou.
Sou mistério de um livro que a vida já lhe revelou







Bublus




Infame criatura 

Inspirada no mais vil dos vilões.
Rasteja a sombra da incerteza.
Profunda se faz subsidiada das palavras mais ocas.
Repete.
Se fala não se ouve, Grita!
Me leva a uma infância de mundo não compreendido.
Me excita a não pensar.
Massacra meus neurônios.
Por que te ouço?
Talvez eu queria compartilhar seu capim,
ajudar a ruminar teus ditos frouxos.
Repetir é a arte do idiota.
Se fala, te fala, não cala para que possa me converter.
Teu vaso é raso e nele só cabe seus dejetos 'intelectuais' 
Poupe me !





Sumptuosus amicus


Autopsicodata

Vota te diabo.
Elege a ti o que quiser.
Prove me que este inferno é teu
e que teus tormentos podem machucar.
Vá diabo, viva a vida.
Já que é dela que tiras teu sustento.
Coma, beba, goze, se prove.
Aprove.
Não sofra, faça sofrer sofrendo com o sofrimento que podes fazer.
 Que roupa é esta (?) tira?
Que vida é esta (?) vida?
Oras diabo pare de reclamação.
Atormente me com torturas sem interrogação.
Já questiono meus porquês
e respondo meus enfins.
Venha diabo, como espelho de mim.
Mostre me teu rabo e o teu tridente.
Assim  ao teu lado minha imagem se fará
fumaça morta e neblina ausente.






Dabat Olim, Ana.



Esta historia não existe.

Tudo começou à muito tempo.
Quando o giro rodava.
O mundo era florido como um vestido
E o riso era tão fácil quanto rir.
Uma travessura abalava o ambiente.
Musica no cangote,
indo e vindo como as cambalhotas da vida.
Um espetáculo maluco.
Brilhante, falante meio certo enquanto errante.
Três pulos de uma dança.
Cachos meio dourados no vulto de uma criança.
Assim; eu me sinto em casa.














Propter mei, Sum !



Um pouco de mim, pra mim.

Não sei onde deixei meus pedaços.
Nem com que cola junto meus cacos.
Quebrada e lançada aos ventos do fracasso.
Me largo, Me deixo onde quer que passo.
Me mato.
Não sei de mim.
Se estive ou ainda estou por aqui.
Me quero.
O tempo que for preciso espero.
Com um triste pesar de ainda poder ser eu.
Completa...






Ouça!

Opera de nos dois




Sons avulsos, pulsos e impulsos.

Cheiros suaves, que se sintonizam na atmosfera.
Abraços cantados por versos simples, de chorar. 
Beijos sorrisos, que encantam a plateia de palhaços.
Canção da alma, interpretada pelos olhos 
Mais que ver e que tocar, só pensar enquanto tem.
Te devolvo assim me entrego. 
Te desejo assim me engano .
Se eu falasse você poderia entender, 
mas deixe assim, meu corpo compõe onde você se escreve.
e nossos olhos em um dueto dramático fingem interpretar, algo alem.
e sorrindo pois.
Nossas almas tao suadas, tao cansadas;
fecham as curtias para mais amar!



Ps: O meu eu sendo teu, te deixo.

Tudo de escrito se foi lido, um tanto vivido.
espero; nunca esquecido.

Codicem Mortis


Sem, Nem, Tem.


Cheio de vida, vazio de alegrias.
Dores de amores amargos
unificam minhas almas passadas.
Me completam com beijos mornos.
Me suam com sexos perdidos.
Cheio de vida com muitas almas e historias.
Batalhas vencidas sem nenhuma gloria.
Apocalíptico na essência.
Destruído na aprendizagem.
É assim que tu me fazes
Morta








Pomum Invisibilis

Causticado em verdades 

Me tomo em palavras
sussurradas por não sei quem.
Palavras pausadas ditas pra ninguém ouvir.
Eu vi.
Pousou do meu lado, recitando
versos com voz de vergonha.
Voo novamente pro seu lar.
Guardo comigo teus ditos
de tão sabia precisão.
Me dou e vou como todos se vão.
Só eu sei o que falou e aqui
não revelarei.
As tuas verdades invadiram meu mundo irreal
Te gravo e mato os segredos .
Revelar nestas linhas não me cabe nem a ti  decifrar.




Contemptum



Idiotice:  a arte de ser eu 

Ser assim que será.
Só lavando as calcinhas pra sarar.
Hoje não confio em ninguém.
Nem em mim, que me trai
Te dei palavra e você ouviu 
confundi com atenção.
E estou aqui sem opção
 tendo por ceder
Te dei de muito e agora cadê?
Te pedi, virou e se foi
Também me vou
Como a água do banho
Pra te livrar de mim (Versus)
Talvez só assim 
pra me livrar, de ti.

Esposa Submissa



"É pau é pedra é o fim do caminho,
É o resto de toco, um pouco sozinho."
Nunca se sabe o que é e onde acabará .
Certezas? muitas ...
Com certeza vai acabar.
Não penso no pause, aperto que sim .
uma jogada, uma vida.
Game over pra mim .
Nem Regina, nem Maysa .
Sou minha voz ouço canto.
Palavras sagradas cantada por bocas sorridentes .
Sofridas, bonitas, sozinhas, mulheres.
É a vida, é a coisa, é a moça, é eu .
É o nada, é o moço, é a morte , é tudo teu .
"São as águas de março fechando o verão 
é promessa de vida no teu coração "

In Nomine de Pomum, Amem !




Oração pro moço !



Seu moço das palavras, ajude me neste momento de dor .
As rimas fugiram , minha musa se vestiu, as frutas apodreceram .
e as flores ? estas nem sua murchez exalam .
Seu moço apresente Ca seu Caos .
Me dê teu vinho enquanto te incomodo com minha tragável fumaça.
Meus versos vageiam na minha memoria fugindo das minhas mãos.
Encondem se na Sombra De Um Eclipse desinspirador .
Me salve com teus controversos enigmáticos.
Sua doçura juvenil há de me resgatar deste vale de Flores Caóticas,
no qual nem eu nem minhas palavras conseguimos fugir .
Iluminada sob a luz da tua sala, repousarei , ate que minhas rimas pulem da ponta da caneta ate o vidro dos teus olhos .
Amem !

Vita in Mors




Vida, Vil - vida.

Vida tu que se viva,
Vagarosamente Vazia Vira Versos Vagos.
Vida Vivida é Varanda Varrida.
Vai e Vem de uma Vassoura Veloz.
Vários Vidros Voando sem Voz.
Verdadeiros Vultos na Vossa Visão.
Voltando da Vida, Viver me Vale!
O Voo Vaidoso do Vento Vilão,
Vasculha as Veias Vazias Vendo as Varias Verdades.
Enquanto Vastos Vales Vão Virando Vácuos...
Vou Vivento ate que a Vida se vá .