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Niger Sidere


Pequena Lucífuga

Tão dada, tão fadada, cansada de entregar se ao nada, desesperada e calada.
Vendo o dia vim, vai contando os segundos para  assegurar a noite próxima.
Vibrante à noite com uma eterna dislexia em pronunciar-se de dia.
E na gritaria, dança.
Fecha as janelas do dia buscando a luz da noite.
E rasante do que fora antes o escuro traz o desacoite.
esperando que acabe a tarde, desraiando o dia
 na morte do sol em uma efêmera dinastia.
No amanhecer da noite a lua resplandece num acoite que acerta seu olhar.
Parte, e na luz da lua mata o restinho do dia n'eu.
E já descansada de um dia de nada me entrega ao breu.










Duo viginti


Rodopio

Girei numa caixinha de metal barulhenta.
Corri um mundo, segui a lua.
Lá tinha quase tudo que eu queria.
Um céu, um rio, saudade e agonia.
Mil luzes acesas para nada clarear.
Dentro da caixinha morava uma borboleta.
Sem perna, sem braço, antena ou cabeça.
Varias caixinhas seguiam a minha; 
soltando luz.
E eu voltando pra longe, 
indo aonde à caixinha me conduz.