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Niger Sidere


Pequena Lucífuga

Tão dada, tão fadada, cansada de entregar se ao nada, desesperada e calada.
Vendo o dia vim, vai contando os segundos para  assegurar a noite próxima.
Vibrante à noite com uma eterna dislexia em pronunciar-se de dia.
E na gritaria, dança.
Fecha as janelas do dia buscando a luz da noite.
E rasante do que fora antes o escuro traz o desacoite.
esperando que acabe a tarde, desraiando o dia
 na morte do sol em uma efêmera dinastia.
No amanhecer da noite a lua resplandece num acoite que acerta seu olhar.
Parte, e na luz da lua mata o restinho do dia n'eu.
E já descansada de um dia de nada me entrega ao breu.










Silentii de sorbere, frementem de calicem.



Pai ! Afasta de mim esse cálice, pai!

Aos goles dessa negra bebida
me vejo noutro lado 
sem mentira e  muita culpa.
uma saída de duas portas
com uma personalidade dupla.

No meu mundinho pequeno 
embriagada no meu próprio veneno
Num copo o gole, arroto prematuro
num trago a tosse, eco no escuro.

De que me vale ser filho
melhor seria ser meu próprio pai  
e nessa melodia me fecho e sigo, um vai
que me levaria se eu já tivesse ido

Pai! Traz a mim o cale-se do meu grito, Pai!