Propter mei, Sum !



Um pouco de mim, pra mim.

Não sei onde deixei meus pedaços.
Nem com que cola junto meus cacos.
Quebrada e lançada aos ventos do fracasso.
Me largo, Me deixo onde quer que passo.
Me mato.
Não sei de mim.
Se estive ou ainda estou por aqui.
Me quero.
O tempo que for preciso espero.
Com um triste pesar de ainda poder ser eu.
Completa...






Ouça!

Opera de nos dois




Sons avulsos, pulsos e impulsos.

Cheiros suaves, que se sintonizam na atmosfera.
Abraços cantados por versos simples, de chorar. 
Beijos sorrisos, que encantam a plateia de palhaços.
Canção da alma, interpretada pelos olhos 
Mais que ver e que tocar, só pensar enquanto tem.
Te devolvo assim me entrego. 
Te desejo assim me engano .
Se eu falasse você poderia entender, 
mas deixe assim, meu corpo compõe onde você se escreve.
e nossos olhos em um dueto dramático fingem interpretar, algo alem.
e sorrindo pois.
Nossas almas tao suadas, tao cansadas;
fecham as curtias para mais amar!



Ps: O meu eu sendo teu, te deixo.

Tudo de escrito se foi lido, um tanto vivido.
espero; nunca esquecido.

Codicem Mortis


Sem, Nem, Tem.


Cheio de vida, vazio de alegrias.
Dores de amores amargos
unificam minhas almas passadas.
Me completam com beijos mornos.
Me suam com sexos perdidos.
Cheio de vida com muitas almas e historias.
Batalhas vencidas sem nenhuma gloria.
Apocalíptico na essência.
Destruído na aprendizagem.
É assim que tu me fazes
Morta








Pomum Invisibilis

Causticado em verdades 

Me tomo em palavras
sussurradas por não sei quem.
Palavras pausadas ditas pra ninguém ouvir.
Eu vi.
Pousou do meu lado, recitando
versos com voz de vergonha.
Voo novamente pro seu lar.
Guardo comigo teus ditos
de tão sabia precisão.
Me dou e vou como todos se vão.
Só eu sei o que falou e aqui
não revelarei.
As tuas verdades invadiram meu mundo irreal
Te gravo e mato os segredos .
Revelar nestas linhas não me cabe nem a ti  decifrar.




Contemptum



Idiotice:  a arte de ser eu 

Ser assim que será.
Só lavando as calcinhas pra sarar.
Hoje não confio em ninguém.
Nem em mim, que me trai
Te dei palavra e você ouviu 
confundi com atenção.
E estou aqui sem opção
 tendo por ceder
Te dei de muito e agora cadê?
Te pedi, virou e se foi
Também me vou
Como a água do banho
Pra te livrar de mim (Versus)
Talvez só assim 
pra me livrar, de ti.

Esposa Submissa



"É pau é pedra é o fim do caminho,
É o resto de toco, um pouco sozinho."
Nunca se sabe o que é e onde acabará .
Certezas? muitas ...
Com certeza vai acabar.
Não penso no pause, aperto que sim .
uma jogada, uma vida.
Game over pra mim .
Nem Regina, nem Maysa .
Sou minha voz ouço canto.
Palavras sagradas cantada por bocas sorridentes .
Sofridas, bonitas, sozinhas, mulheres.
É a vida, é a coisa, é a moça, é eu .
É o nada, é o moço, é a morte , é tudo teu .
"São as águas de março fechando o verão 
é promessa de vida no teu coração "

In Nomine de Pomum, Amem !




Oração pro moço !



Seu moço das palavras, ajude me neste momento de dor .
As rimas fugiram , minha musa se vestiu, as frutas apodreceram .
e as flores ? estas nem sua murchez exalam .
Seu moço apresente Ca seu Caos .
Me dê teu vinho enquanto te incomodo com minha tragável fumaça.
Meus versos vageiam na minha memoria fugindo das minhas mãos.
Encondem se na Sombra De Um Eclipse desinspirador .
Me salve com teus controversos enigmáticos.
Sua doçura juvenil há de me resgatar deste vale de Flores Caóticas,
no qual nem eu nem minhas palavras conseguimos fugir .
Iluminada sob a luz da tua sala, repousarei , ate que minhas rimas pulem da ponta da caneta ate o vidro dos teus olhos .
Amem !

Vita in Mors




Vida, Vil - vida.

Vida tu que se viva,
Vagarosamente Vazia Vira Versos Vagos.
Vida Vivida é Varanda Varrida.
Vai e Vem de uma Vassoura Veloz.
Vários Vidros Voando sem Voz.
Verdadeiros Vultos na Vossa Visão.
Voltando da Vida, Viver me Vale!
O Voo Vaidoso do Vento Vilão,
Vasculha as Veias Vazias Vendo as Varias Verdades.
Enquanto Vastos Vales Vão Virando Vácuos...
Vou Vivento ate que a Vida se vá .

Pomum Rabidus


Eter na mente 

Como tudo que cala um dia já falei.
Escuro agora quando já ofusquei.
Que brilho me segou?
Que amor me apaixonei?
Não sei, não vi nem falo.
Me faço de desentendida.
Tudo errado, tudo errado.
Mas o mundo é assim.
Sempre será, mesmo não estando aqui
Muda, sedenta de não falar !
Luz apagada que teima em ofuscar !
Que apague o som e dance o brilho.
Será este: escuro e quieto, o teu castigo.

Samara, Refrigeret eam


Gosto de inocência 


Ai, parece que eu tô indo, mas eu vou ficar.
Misturando meu marrom numa dança serelepe,
com meus lábios cor de rosa.
Aqui eu tenho um motivo pra ser carinhosa. 
Samara, não cante assim .
Não, e não dance.
Não pergunte se eu sou filha;
Sou mãe desta poesia, palavras de você.
Sim, Samara, Viva ate você aprender.


Cum Opem : Samara Reis

Maccus Clamantis




Ensimesmada-mente!

Ah, como eu queria me bastar.
Olhos de Ébano.
Ter minha própria boca rosada.
Apreciar a macies da minha cútis.
Navegar nos vários cheiros que exalam da minha áurea perfumada.
Ah, como eu queria que meu abraço me aquecesse
Quando o vento congelante do sul cortasse minha carne.
Deliciar me com os sabores da minha língua.
Acariciar os meus cabelos e sentir o aconchego
 de uma mão carinhosa.
Narcisar me  mirado na luz da minha pele.
Me seduzir com o embalo do meu quadris.
No meu ouvido sussurrar palavras vagas, como, eu te amo.
E encasulado dentro de mim em um gozar ensimesmado.
Sempre vou me amar!

Unic lorem passione pomum



Amor que eu amo

Envolvidos em palavras,
desacreditadas em seu interior.
Regados de desejos, com a vista turva.
Minha semente germinada, meu eu externo.
Minha você em mim .
Te possuo, paguei seu corpo com minha alma.
Não te dou, nem compartilho.
Culpo o ar, a terra e o universo.
Queria eu que vivestes só por mim, pra mim e em mim ,
E que nada mais fosse necessário.
Não tens tudo que preciso, mais me conformo.
Troquei meu corpo por um sorriso , e parastes de sorrir.
Entreguei a ti minhas lagrimas, enfurecidas de mulher machu-cada.
E hoje renega meu olhar molhado.
Envolvidos em palavras, cantadas, Bem ditas e sussurradas.
Mantenha- se em teus silêncios, que continuo a gargalhar.
É assim que é, dEUs disse, e assim sempre será .
Afinal, Sweet, Comemos da mesma macieira apaixonante.
Meu porto seguro, meu fruto maduro, Meu abraço do escuro.
Somos nossos e a nos pertencemos.
Assim somos e sempre seremos...

PS: Ate que a morte/vida nos separe. E assim se fez.


Sidus Mortus


Supernova 

Sorridente, como uma estrela cadente.
Que de tão bela calda, se jogou no nada.
Sem medo de pelo nada ser tomada e sumir.
Guarda contigo velhas canções de ninar,
que arrepia a espinha, não dorme mas faz cochilar
Se difere das estrelas comuns.
Entre pontos brilhantes não é só mais um .
Cansada de tudo, de brilho falido,
se lança ao vago, e, faz dele seu jazigo.
Deixa seu rastro pra quem sabe a procurem,
nunca possam achar.
Curto rastro, pouco tempo para procurar!
Pois desistiu de ser estrela e um desejo virou.
Agora é só reflexo e esperança no olhar de quem desejou.




Supernova: é o nome dado aos corpos
celestes surgidos após as explosões de estrelas.




Arboris Plenae Pomis


7.000.000.000

Ate onde iremos, ate onde poderemos ir ?
Em um mundo de grande decisões será possível voltar atras ?
Lidar com a vida enquanto se procura a morte, sim ,
tudo que foi feito ou será feito só te levará a morte .
Mas relaxe você ja passou por isto antes ,afinal ,
você morreu pra nascer !
Primeiro, seu espermatozoide morreu para que sua carga genética
 culminasse em tudo que eis agora.
A maior decisão já foi tomada .
Transar ou não ...(exceto as inseminações artificiais )
Já gozaram por você;  O que fazer agora?
Quanta coisa mudou e eu não vi e quantas mudaram e não verei.
Pra tudo se dá um jeito ate pra morte .
Se chora, se consola, se transa e pari !(ops: Outro bebe )
Outra vida, mais uma morte futura .
Quando alguém resolve ter um bebe, 
ele pensa que assim como lhe dá a vida
o condena a morte .
Que dúbio e clichê : a vida nasce interligada a morte .
A linha que liga o nascimento a morte ,
e algo efêmero e vago alem de misterioso 
e a isto damos o nome de VIDA !
E as vezes damos tanta importância a ela
 que esquecemos de onde
ela vem ( sexo ) e onde ela findará (morte).
E que acabe , não à mais nada de divertido em viver *
Tudo que é bom não pode é feio ou esta fora de moda .
Uma hora a falta de paciência  toma conta da alma,
espirito, mente ( vala que seja ) 
E o cérebro para .
A vida se vai e pra quem fica acaba.
O que penso por fim : a morte é fruto da vida
 e sem uma a outra  nem sequer sentido tem .
E aos descordantes, na minha verdade a verdade
 é verdade e sua contra verdade nada me dirá .
A não ser que morra, talvez assim isso se altere .
Afinal a morte não tem passado disto ;
de uma super-valorização pra algo feito em vida .
E por mais fúnebres que estejam os mortos sempre sabem mais !!!
*(........)

Morsu Ultimo


Valsa de despedida 

Duas gotas de lagrima regam o murchar de uma flor.
Dois displicentes beijos esfaqueiam nossas bocas.
Um vai e vem finito, que seu fim encontrou .
Como não ouvir ? Se meu corpo grita !
Como partir? Se meu coração fica  !
Não te apago, pois compôs em meu corpo.
Não te mato pois já me encontro morto.
Agora partes mesmo estando aqui...
Você é o que há de mais humano em mim.
A melhor pior coisa que poderia me ocorrer .
Te canto, te invento !
Mas não vivo sem você.
Te abraço e me disperso.
E aos poucos volto a morrer !

Vale 2011!

Pomum Morsus Reliquiae


Suflê de Maçã 

De alguma forma estou sem forma alguma .
E desta forma na forma me punha.
Me tornando, transformando, informando.
Enquanto me aqueço, no forno vou me assando.
Agora pronta, me dilacera em pedaços  .
E satisfeito partes nem lava os pratos .
A água fria escorre em minhas migalhas  .
Me limpam, enquanto meus restos escorre
 por tuas calhas .
Apodreço, e começo a morrer.
Me adubam e regam, de repente volto a nascer.
Em outra forma me formo em outro ser.
Experiente, crescida pronta pra comer.
Desta vez crua, sem trabalho de cozinhar.
Sinto a dor de tuas garfadas;
mas não te faço parar.
Me engole a goladas, Como queria te entalar.
Te matando aos poucos, de mim te sufocar.
E noutro dia  me refaço em outra forma;
mudando minha feição.
Para que nuncas te enjoei de me ter por refeição.

Cum Opem Seraph~moe

Lacrimae Rerum Pomum

Lagrimas de veneno: Sabor Maçã.


A tristeza é uma coisa só nossa.
Intima e dolorosamente nossa.
Mais é tão bom se sentir .
Se perder em si como em um labirinto
feito por ti que nem mesmo tu o criador
sabes a saída .
E assim como Dédalo fazes asas.
Pra voar. Pra longe.Mas não para o sol,
não pra tão alto, tão quente, 
Tão Feliz!
Somente pra longe 
Tão longe, tão dentro, a ponto de
 se perdera inda mais .
Sofrer o que lhe é de direito.
Mas afinal sentimentos, pra servem ?
Quando estamos felizes flutuamos !
Voamos e nadamos em grandes gozos 
que aparentemente  nos teletransportam 
pra fora de nossos corpos,
nos transcende e ultrapassa a fina capa
entre nós e o mundo 
A tristeza não.
Ela nos enterra, afunda nos em nos mesmos
fazendo assim um requerimento 
de senhas e códigos
que somente o verdadeiro eu teria. 
E somente assim as portas se abririam novamente.
Libertando o Infeliz . !


Ps: Que talvez agora esteja feliz
por se libertar de si / em si.







Pomum Inlecebrosa

Sedutora maçã do amor 

Sozinha em mim , momento só meu 
Peço por ti, dentro de mim.
Nas vias puras;
Nas latrinas higienizadas
do meu coração.
No eco perturbante do que não te disse
Na imagem agonizante que não te mostrei
Nas mão frias que não te fiz sentir
Meu pulmão respira pra te ver
Meu coração me bate de saudade
Meu olho cria, meu nariz cheira, 
Meu corpo chama; que aquece
 enquanto estas ausente
Não vejo, não sinto, não ouço
Só minha mente que mente
Me prende a uma possível ideia
 de te envolver
e cheirar e sentir e ter
Pra mim e em mim




Nullo Saltus Vitae



Floresta  Falsa 

Fuligem em Forma de Folha Forjam 
uma Falsa Fabula que Fala desta Flora .
Feia, Fria, Feito Fagulhas Frigidas de Fogo Fictício .
Filhas do Fiasco que Foi Feito pelo 
Fim do Fluxo de uma Fase.
Por Fim Fomos Feitos, Famintos, Folgados,
Falantes e Fracos.
Feitos para um Fim, Florescer e Fluir;
Fundindo os Fragmentos Frágeis 
aFim de Fortalece-los.
Fustigando-se Funebremente
 a uma Fuga Fugaz.
Fechando se em Fumaça, 
Findando a Falta do que Fazer!
E Farfalhante o que Fora Fascinante 
Fez-se Fatigante  em um 
Frenesi Fulminante !

Ardiloso Jogo das Maçãs



Chess. Ego adversus nigrum!


Eu quero um jogo, eu quero um vicio.
Quero doses de coragem pra pular de um precipício.
Eu nego a dor, minto no sorriso.
Eu pesco muito mais que preciso.
Sou meu centro, giro em torno de mim;
Meu eu tem & maiúsculo e escreve assim : EU
Cansei de ceder e parei de atuar,
Acumulo como formiga pra quando o inverno chegar.
As rimas me cansam, as prosas provocam me vertigem,
As perguntas me secam,as vozes me mutam.
não me entendo mais, nem sei mais me explicar quando canso de atuar.
Me embriago de palavras a mim dita por um falso eu;
Que à muito em mim se perdeu!
E talvez seja a verdade ou o que quero acreditar
Talvez eu deva parar de pensar!